Histórico

Em 3 de outubro de 1968, um grupo de pais, preocupados com o atendimento as crianças com deficiência intelectual, decidiu juntar-se e formar uma associação. Tendo à frente o engenheiro Genes de Almeida Barbosa, esse grupo fundou a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, a Apae Salvador. Com sede provisória funcionando no antigo Instituto Pedagógico da Bahia, na Praça Almeida Couto, a Apae contou com a valiosa colaboração do médico Luiz Fernando Pinto, que também integrava a primeira diretoria. 

Somente em maio de 1970, a Apae Salvador conseguiu alugar a sua primeira sede, um imóvel localizado na Rua Visconde de Caravelas, 168, Itapagipe. Naquela época, pouco se podia fazer, já que a Instituição estava dando apenas os seus primeiros passos. Em outubro do ano seguinte, a Apae iniciou seus trabalhos na área pedagógica. Com o auxílio da assistente social Maria Joaquina Neves e da professora Gildália Passos, 20 alunos começaram a receber orientação especializada. 

A partir daí, a Apae desenvolveu-se e agigantou-se, sem perder de vista a sua proposta de despertar na consciência da comunidade a importância do atendimento ao deficiente. Em 1978, apesar da falta de recursos, com a ajuda da Secretaria do Trabalho foi inaugurado o primeiro centro de profissionalização. Dirigido a adolescentes, o centro começou a funcionar na Rua Lélis Piedade, 58, com trabalhos voltados para a área de marcenaria. 

Nesta longa caminhada, a Apae contou com valiosas colaborações como a do Lions e do Rotary, que promoveram festivais, desfiles, chás e feiras para arrecadar recursos para a ampliação do atendimento. Na década de 80, a instituição viveu momentos de grandes transformações. Com a ajuda do General Gustavo Rego Reis, então comandante da 6ª Região Militar, um dos padrinhos mais dedicados que a Apae já conheceu, em um trabalho conjunto com o governador Antonio Carlos Magalhães, conseguiu a doação de uma casa, na avenida Jequitaia, para a instalação da sede da Associação, que passou a atender, nesse período, 90 crianças. 

Em janeiro de 87, já de posse de um terreno doado pelo ex-prefeito Fernando Wilson Magalhães, a Apae iniciou a construção da sua nova sede na Pituba. Formou-se, então, um grande mutirão, do qual participaram órgãos públicos, empresas e a comunidade, para que, em 20 de outubro de 1989, a nova sede fosse inaugurada. 

Com duas unidades, a Apae pode dividir melhor suas atividades. Nas instalações da Pituba, foram colocados o Centro Educacional Especializado (Ceduc), para alunos de 2 a 16 anos, a Administração, o Laboratório de Análises Clínicas (Labac) e o Centro Médico (Cemed). O prédio da Jequitaia passou a funcionar como o Centro de Formação e Acompanhamento Profissional (Cefap), destinado aos aprendizes a partir dos 16 anos.

A Apae Salvador presta serviço de educação e saúde à mais de mil alunos e aprendizes do Ceduc e do Cefap diretamente, além de oferecer refeições, materiais escolares e uniformes. As famílias são igualmente atendidas em todos os programas da Instituição. Nessas quatro décadas, a Apae Salvador vem contribuindo decisivamente para a inclusão das pessoas com deficiência intelectual na sociedade, fomentando debates para a consolidação dos seus direitos, e atuando na prevenção e tratamento de doenças que podem levar à deficiência intelectual.

O objetivo da Instituição continua sendo o mesmo: atender a pessoa com deficiência intelectual com serviços de qualidade e o firme propósito de torná-lo cidadão.

A atual estrutura organizacional da Apae Salvador possui sete Gerências, lideradas por uma Superintendente Executiva que se reporta à Diretoria Executiva. Os recursos financeiros que permitem a execução das atividades da Instituição são provenientes dos atendimentos na área de saúde, por intermédio do SUS, particular e convênios, além de doações da sociedade civil, realização de cursos, subvenções e convênios com instituições do poder público.