A sífilis é uma infecção sistêmica e tem como agente etiológico o Treponema pallidum. Gestantes com sífilis podem transmitir a infecção ao feto por via transplacentária ou durante o parto através de contato com lesões vaginais. A maioria dos neonatos de gestantes com sífilis não tratada não demonstra sinais clínicos da doença.
A sífilis materna não tratada pode induzir ao aborto espontâneo e a morte perinatal. Os recém-nascidos vivos podem ser assintomáticos, adoecendo anos depois, ou já apresentar desde os primeiros dias de vida, problemas na pele, nos ossos, no baço, no fígado e mesmo no sistema nervoso. A pesquisa possibilita a instituição de terapia adequada, prevenindo maiores seqüelas.
Freqüência: de acordo com o Ministério da Saúde, a prevalência da sífilis na gestação pode chegar a 4%. Estima-se que a sífilis congênita atinja em média 5,5 de cada 1.000 recém nascidos vivos. O exame a ser solicitado é IgM para Sífilis.