Em dezembro de 1948, o mundo celebrou na Assembléia Geral das Nações Unidas a promulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Hoje, 60 anos depois, ainda é possível perceber que a humanidade continua sendo desrespeitada, especialmente as pessoas menos favorecidas. Para marcar esta grande data, a Apae Salvador reuniu representantes da sociedade civil e de entidades engajadas no movimento social para debater o tema: “Apae Salvador 40 anos Avanços e desafios: conversando sobre os direitos humanos”.
Fizeram parte da mesa a vice-presidente da Apae, Maria do Carmo Britto de Morais; o assessor técnico da Coordenadoria Ecumênica de Serviços (Cese), José Carlos Zanetti; o jornalista e escritor Emiliano José, que foi preso político durante o regime militar; Wilson Cruz representante da Comissão Civil da Acessibilidade de Salvador (Cocas); Edmundo Kroger, membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos e a advogada Eliasibe Simões representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Bahia.
Para Zanetti a sociedade precisa compreender melhor os direitos humanos para que se possa de fato haver o progresso social e das condições de vida das pessoas. Ele também lembrou os acontecimentos mundiais que marcaram os últimos 60 anos.
Muito contente com a realização do evento a vice-presidente da Apae Salvador, Maria do Carmo lembrou que é preciso o engajamento das pessoas para que os direitos humanos sejam respeitados. “São nos atos mais simples da nossa vida cotidiana, como um cumprimento, que fazemos valer os direitos humanos. E somente pela educação conseguiremos ser cidadãos plenos”, comenta.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos possui 30 artigos e tem a finalidade de garantir aos povos de todas as nações do mundo a paz, a liberdade e a justiça, direitos inalienáveis da humanidade.
O evento teve ainda a apresentação artística das alunas Jamille Conceição que cantou a música “Amor I Love You” e Laís Cerqueira que fez uma demonstração da ginástica rítmica.