O Serviço de Referencia em Triagem Neonatal da Apae Salvador, além da triagem para doença falciforme realiza o atendimento ambulatorial multiprofissional pelo SUS de crianças com Doença Falciforme diagnosticadas pela Triagem Neonatal. Nesta quinta-feira (27/10) profissionais da Instituição participam do Seminário Sobre Políticas Públicas Para Pessoas com Doença Falciforme, que será realizado no Auditório da Secretaria Municipal da Fazenda. A data marca a mobilização dos pacientes e familiares, por ocasião do Dia Nacional de Luta Pelos Direitos das Pessoas com Doença Falciforme. Segundo a médica geneticista e assessora médica da Apae Salvador, Helena Pimentel, a Doença Falciforme, uma desordem genética, é uma doença crônica que manifesta seus primeiros sinais geralmente a partir dos seis meses de vida, mas assegura que com assistência médica adequada, logo após o nascimento, os portadores podem viver com melhor qualidade de vida.
Ainda de acordo com Helena Pimentel, os primeiros cinco anos são fundamentais na fase de tratamento e explica que a anemia é um dos sintomas da doença. “A doença falciforme pode se manifestar de forma diferente em cada indivíduo. Uns têm apenas alguns sintomas leves, outros apresentam sinais e sintomas de maior gravidade. Os sintomas geralmente aparecem na segunda metade do primeiro ano de vida da criança”, alerta.
O Centro de Diagnóstico e Pesquisa (Cedip) da Apae Salvador presta um atendimento que visa acolher e orientar as famílias sobre a doença e inicia as ações de saúde necessárias a fim de melhorar a qualidade de vida das crianças que tem esta doença genética que acomete 1 em cada 650 recém-nascido do Estado da Bahia. Estas famílias são atendidas por equipe multidisciplinar especializada seguindo os protocolos do Ministério da Saude e os procedimentos da política de humanização do SUS. Helena conta que no Brasil a incidência da doença tem uma ligação histórica com a vinda do negros escravizados para o Brasil, durante o período de colonização. “Nós temos uma miscigenação grande e aqui a incidência da doença esta distribuída em toda a população, tanto em pessoas com características fenotípicas brancas quanto nas negras”, pois a alteração genetica não esta na cor da pele e sim na nossa afrodescendência, explica.
Dessa forma fica claro a importância do Teste do Pezinho para o diagnóstico neonatal desta doença e a necessidade de uma atenção a saúde desta população por se tratar de uma questão de saúde publica em nosso Estado. O Centro de Diagnóstico e Pesquisa da Apae Salvador realiza este trabalho pelo SUS em parceria com o Ministério da Saúde, SESAB, Secretaria Municipal de Saúde de todos os 417 municípios.