“Foram quebradas as barreiras que nos prendiam”, com esta afirmação a aprendiz Rísia Ferreira 17 anos, sintetizou o conceito de acessibilidade no I Fórum de Autodefensores da Apae Salvador, promovido pelo Centro de Formação e Acompanhamento Profissional (Cefap). O evento foi realizado no dia 25 de novembro e contou com a participação da vice-presidente da Apae Salvador, Maria do Carmo Britto de Morais, que parabenizou os alunos pelo empenho e desenvoltura.
Inicialmente tímidos os setes jovens conduziram os temas apresentando os seus pontos de vista. Ao todo foram abordados oito temas pelos aprendizes: Direitos Humanos (Geisa Lima), Conceito de Autodefensoria (Ricardo Simões), Deficiência Intelectual (Regina Bispo), Legislação Trabalhista (Cristina Borges), Acessibilidade da Pessoa com Deficiência (Rísia Ferreira), O Papel da Instituição (Patrícia Azevedo) e o Benefício de Prestação Continuada – BPC (Larissa Xavier). Os trabalhos foram mediados pelas professoras, Fátima Porto e Jacira Calmom.
O Fórum é resultado do trabalho de formação realizado no Programa de Autodefensoria, uma iniciativa da Rede Apae, com o objetivo de formar integralmente a pessoa com deficiência intelectual para o exercício pleno da cidadania. Os 14 aprendizes que integram o grupo são representantes das turmas do Cefap, “o objetivo é formar multiplicadores para disseminação do conceito de autogestão”, destaca a professora Fátima Porto.
De acordo com a professora Jaciara Calmon, com essa iniciativa a Apae Salvador prepara os aprendizes para assumirem uma postura de liderança na sociedade. “Eles tem que assumir o protagonismo de suas vidas, poder lutar pelos próprios direitos e discutir temas pertinentes aos seus interesses”, ressalta.
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