A Apae Salvador promove amanhã (24/07) o Fórum Lei de Cotas 21 anos: Incluindo para a Cidadania, que tem o objetivo de debater os avanços conquistados pela Legislação e os desafios atuais da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. O evento será realizado no auditório da Instituição (Rua Rio Grande do Sul, 545 – Pituba), a partir das 8h. A gerente do Centro de Formação e Acompanhamento Profissional da Apae Salvador, Tânia Brandão, ressalta que atualmente existem cerca de 306 mil pessoas com deficiência, formalmente empregadas no Brasil e é fundamental discutir os rumos desse processo de empregabilidade.
O evento contará com a participação do Procurador Regional do Trabalho, Manoel Jorge Silva e Neto e da Auditora Fiscal do Trabalho, Marli Costa Pereira, na mesa de discussão “Estamos aqui, porquê?”. A segunda parte do evento será o debate “Para onde vamos? Desafios e possibilidades” que reunirá representantes de empresas e profissionais com deficiência inseridos no mercado pela Apae Salvador.
A chamada Lei de Cotas 8.213/91, desde que entrou em vigor, já transformou a vida de milhares de brasileiros, que tiveram ampliadas as chances de entrar no mercado de trabalho, reduzindo o preconceito que ainda impera no ambiente profissional. Aqui em Salvador a Apae, por meio do seu programa de qualificação profissional, contabiliza 221 aprendizes inseridos no mercado de trabalho na capital baiana e Região Metropolitana.
Embora a participação das pessoas com deficiência no mercado de trabalho venha sendo ampliada, graças a Lei de Cotas, Tânia Brandão destaca que alguns mitos impendem que mais pessoas sejam colocadas. “Um deles é que as pessoas com deficiência tem baixa produtividade no trabalho; que custam mais às empresas com as adaptações necessárias e que a baixa escolaridade prejudica o desempenho”.
Segundo informações da Secretaria dos Direitos das Pessoas com Deficiência do Governo Federal, os 306 mil postos de trabalho, ocupados por pessoas com deficiência, representam apenas 0,7% do total de empregos formais do país, um quarto do potencial de empregabilidade, se as empresas cumprissem a legislação.