A Apae Salvador realiza em 26 de março uma mesa redonda com os alunos do Centro de Formação e Acompanhamento Profissional (Cefap) para discutir o destino do lixo tecnológico. O objetivo do evento é conscientizar os alunos, professores e familiares para o descarte das sucatas tecnológicas, que por falta de uma coleta apropriada podem causar danos ao meio ambiente. A mesa redonda integra a programação da Semana da Inclusão Digital, promovida pelo Comitê de Democratização da Informática (CDI).
A mesa redonda terá início às 8h30, na quadra esportiva do Cefap, com a apresentação da Cia de Dança e Percussão Opaxorô, da Apae Salvador. O debate contará com a participação do coordenador de Projetos Educacionais, do Memorial da Câmara dos Vereadores de Salvador, Afrânio Simões. Entre os assuntos debatidos está a necessidade de criação de uma lei específica para a coleta do chamado lixo tecnológico, que se acumula com a mesma velocidade com que são lançados no mercado novos equipamentos eletroeletrônicos.
A programação abrange também uma exposição de quadros e cartazes produzidos pelos alunos do Cefap utilizando as sucatas como matéria prima. O grupo de capoeira da Apae Salvador também apresentará a música O Lixo Tecnológico, de autoria do professor Maurício Teixeira.
A coordenadora de informática do Cefap, Pathricia Costa, explica que o destino desse material ainda é incerto e provoca sérios danos ao meio ambiente, porque são fabricados com materiais que não são biodegradáveis, de fácil absorção pela natureza, a exemplo das baterias dos celulares que são compostas por metais pesados. “Por não haver uma coleta específica ou alternativa de reciclagem desse tipo de sucata, boa parte do material vai parar no lixo comum, nos aterros sanitários, alerta a coordenadora”.