| Clique para ampliar |
|
 |
|
| |
|
A baiana Laís Cerqueira de Almeida, 16 anos, ocupou por duas vezes a colocação mais alta do podium do III Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica. A competição foi realizada pela Associação Brasileira do Desporto para Deficientes Mentais (Abdem), que tem entre as suas finalidades promover a integração e socialização dos deficientes mentais na sociedade, bem como desenvolver as potencialidades esportivas. Além das medalhas a jovem ainda receberá durante um ano uma bolsa atleta no valor de R$ 700 mensais.
O campeonato aconteceu entre os dias 9 e 11 de dezembro no município de Andradas, em Minas Gerais. O torneio reuniu 46 atletas das Apaes das Regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste. Laís foi a única representante do eixo Norte-Nordeste, e levantou por duas vezes a bandeira da Bahia no local mais alto do podium. A aluna-atleta disputou na categoria juvenil em dois aparelhos: arco e fita, mas também domina a outro aparelho que é a bola. Conforme especificado no regulamento cada competidor só poderia disputar em até duas modalidades.
A apresentação de Lais com o aparelho de arco levantou a torcida da arquibancada que pediu bis. Na coreografia ela mostra o gingado da capoeira. A empolgação do público fez com que a atleta fizesse outra apresentação no final do evento.
Para Aldarina Sodré, técnica de GR e professora da Apae Salvador, esse tipo de evento prepara as alunas para enfrentar a competitividade e discriminação que existe na sociedade, e mostra-se feliz com o resultado alcançado pela aluna. “A Ginástica Rítmica é um esporte que desenvolve a atleta integralmente: tanto na parte motora quanto na parte cognitiva”.
Em Salvador o Centro Educacional Especializado da Apae (Ceduc) investe na formação esportiva dos alunos. Para isso, o Centro possui o Núcleo de Esporte e Lazer que desenvolve atividades para que os alunos tenham uma melhor condição física e cognitiva. Entre as atividades realizadas pelo Núcleo está a Ginástica Rítmica (GR) que tem uma equipe composta por 47 alunas. As atletas participam de competições nacional e estadual e se apresentam em escolas regulares que também têm equipes de GR. Vale ressaltar que essa é uma modalidade exclusivamente feminina.
PAN – Um a outra conquista que a atleta da Apae Salvador poderá ter é a participação do Parapam em 2007 no Rio de Janeiro. Segundo técnica Aldarina, o Comitê Paraolímpico Brasileiro está batalhando a inclusão das três primeiras colocadas de cada categoria (infantil, juvenil e adulto) do Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica a participar dos jogos, que atualmente só são disputados por atletas com deficiência visual e física.
|