Apae promove evento gratuito sobre amamentação

Apae promove evento gratuito sobre amamentação
16/08/2018

Uma das formas mais intensas e eficazes para cuidar do bebê, a amamentação será o tema de uma roda de conversa promovida pela Apae Salvador no dia 27 de agosto. O evento, que acontecerá na sede da Associação a partir das 16h, será voltada para gestantes, lactantes e papais. Afinal, a amamentação é um ato de amor praticado pelas mães, mas também um compromisso de toda a família. A roda de conversa será ministrada pela consultora de amamentação Leila Bonfim.

Agosto Dourado

O agosto dourado, período que chama a atenção para a importância do aleitamento materno, destaca o padrão ouro dessa fonte perfeita de nutrientes. Além disso, o leite materno é inigualável nos seus aspectos imunológicos, psicossociais, econômicos e ambientais. Por isso deve ser o único alimento para o lactente até os 6 meses, não necessitando oferta de água, sucos ou chás. A partir dessa idade, deve ser complementado por alimentos saudáveis, e mantido até 2 anos ou mais.

De acordo com a nutricionista da Apae, Zeni Nogueira, o leite materno é uma vacina poderosa. Rico em diversas células de defesa, imunoglobulinas, fatores de crescimento, entre outros, lactentes amamentados têm metade do risco de morrer por doenças infecciosas, como diarreias e gripes, quando comparados aos bebês não amamentados. Estudo realizado em 153 países revelou que a amamentação poderia evitar a morte de 823 mil crianças menores de 5 anos por ano no mundo, se praticado por 90% dos lactentes.

A longo prazo, mamar ao seio materno está associado ao menor risco de doenças crônicas como sobrepeso/obesidade, diabetes e leucemia na infância, adolescência e vida adulta. Estudos encomendados pela OMS em 153 países sugerem que crianças que receberam leite materno são mais inteligentes, com efeito sobre a renda do indivíduo aos 30 anos de idade.

Um compromisso da família

Então, diante de inúmeros benefícios, por que tantas crianças não são amamentadas? O aleitamento materno não é uma tarefa fácil e, com as mães trabalhando fora do lar, amamentar requer o compromisso de toda a família. A mãe é o veículo do aleitamento, mas a família é o agente que consolida esse laço. A participação do pai e irmãos são fundamentais, pois agrega segurança, tranquilidade, amor e companheirismo.

Vale lembrar que a dieta materna deve ser rica em líquidos, principalmente água, para manter a hidratação da mamãe e a produção satisfatória de leite materno. O cardápio da nutriz deve ser colorido e equilibrado com os grupos alimentares: lácteos (leite, queijos e iogurtes magros), carnes magras e ovos, legumes, frutas, cereais (arroz, aveia, milho, cuscuz, pães integrais), raízes (aipim, batata doce, inhame), leguminosas (feijões, lentilha, ervilha, grão de bico) e óleos vegetais (azeite de oliva, óleo de milho, girassol).

As mamães não devem fazer restrições alimentares sem acompanhamento médico/nutricional, pois colocarão em risco sua saúde e o sucesso do aleitamento materno. Além da dieta, o repouso é essencial para a lactação plena, tendo em vista que favorece a redução de hormônios do estresse como o cortisol, que se eleva devido à privação de sono e o isolamento social, entre outras situações, dificultando a lactação e ejeção do leite materno.