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Iniciativa pioneira no Brasil visa orientar e tratar problemas de postura e coluna.
Inaugurada em março deste ano, a Escola de Postura da Apae Salvador tem o objetivo de prevenir e tratar problemas de posturas e enfermidades na coluna vertebral de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos. Trata-se de um programa fisioterápico e educacional, cuja idéia central é orientar os alunos sobre as posturas que devem ser adotadas nas atividades cotidianas, tanto da vida prática e de lazer. “É um conjunto de ações e orientações que irão contribuir para que o crescimento dessas crianças e adolescentes se processe de maneira harmônica e com menos chances desenvolver futuramente problemas posturais”, explica o ortopedista e fisiatra José Henrique Dantas, coordenador do programa.
Com 31 alunos na primeira turma e outros 51 em atendimento, a Escola de Postura da Apae mantém uma equipe multidisciplinar, formada por ortopedistas, fisiatras, fisioterapeutas, endocrinologistas e nutricionistas. O curso tem duração de quatro meses, com aulas de 40 minutos, duas vezes por semana.
Para ingressar na escola a criança ou adolescente deve ser encaminhada por um médico. Depois de uma avaliação geral, ela passa a freqüentar as aulas teóricas e práticas, que incluem exercícios lúdicos e fáceis de serem entendidos e realizados em casa. O método é baseado na cinesiologia. Trata-se da associação entre técnicas fisioterápicas e a técnica Pilates, que auxiliam o desenvolvimento da coordenação motora e do equilíbrio corporal.
“Através da educação, procuramos transferir a responsabilidade do tratamento para os alunos, fazendo com que eles sejam parte ativa do plano terapêutico, transformando-os também em multiplicadores dos conceitos em casa, na escola, nos outros ambientes que freqüentam e, mais tarde, para seus filhos”, acrescenta o ortopedista.
A primeira escola de postura foi inaugurada em 1969, na Suécia. Mas atendia apenas a adultos. Em 1972, o estado de São Paulo sediou a primeira experiência desse tipo no Brasil, sendo seguidas de várias outras, mas sempre dirigidas a adultos. Não existe um modelo padrão a ser seguido, pois todas diferem em tempo de duração, número de participantes, além de serem específicas para adultos portadores, em sua maioria, de lombalgias crônicas.
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