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Triagem Neonatal de Hemoglobinopatias em Recém-Nascidos de Salvador (Resultados Preliminares)
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Autores:
Nascimento, MLP; Fontes, MMM; Purificação, AC; Prates, S; Santos, HMGP.

Laboratório de Rastreamento Neonatal da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - A.P.A.E. Salvador - Bahia


Em Salvador estudos que detectem a presença de hemoglobinopatias tem grande importância porque nesta cidade encontramos a maior freqüência do Brasil para transmissores de hemoglobina S, ou seja AS= 5.3 %. Objetivo: levantar a freqüência de hemoglobinopatias em recém-nascidos (RN) do Programa de Rastreamento Neonatal do laboratório da APAE / Salvador. Metodologia: estudo retrospectivo de 2.578 casos do Arquivo deste Laboratório, período 01/ 01 / 1999 a 12 / 01 / 2000. Amostra analisada foram de recém-nascidos cujos pais tinham convênios médicos e ou exames solicitados por clínicas particulares. Exame laboratorial foi o Teste do Pezinho, coleta em papel de filtro, método de Cromatografia Líquida de Alta Resolução (HPLC). Resultados Preliminares: tipos de hemoglobinas encontradas – FA = 95.6 %, FAZ = 2.2%, FAC = 2.1%, FS e FSC (doença falciforme) = 0.1 %. Conclusões: trabalhos científicos anteriores referen para Salvador AS = 5.3 %, AC = 3.3 % e Doença Falciforme (SS e SC) = 2.4 %. Neste trabalho os RN apresentaram freqüências inferiores ás referidas para Salvador, ou seja FAZ = 2.2 %, FAC= 2.1 % e FS +FSC = 0.1 %. É provável que esta diferença de freqüência dos RN da amostra analisada seja por conta da procedência da amostra pois foram daqueles que possuem convênios médicos e ou provenientes de clínicas particulares. Nesta faixa da população, geralmente, estão os de classe sócio-economica com melhor poder aquisitivo, onde encontramos um melhor nível de conscientização e menor parcela da população negróide.


e-mail do Autor: mlpnascimento@uol.com.br

Resumo publicado na Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, Vol. 22, Suplemento Especial, pg.93 (356), maio 2000.

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